sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Condicionada



Minha época de natação me ensinou muitas coisas. Com certeza a maior delas foi ultrapassar limites. Porque se eu achava que eu não era capaz, logo vinha minha treinadora soltando fogo pelas ventas me convencer, da maneira mais agressiva possivel, que eu era capaz sim e que so dependia de mim conseguir. Ela dizia que competição era 30% fisico e 70% mental. Nem sempre ganha aquele que treinou mais, ganha aquele que consegue se motivar melhor. E minha técnica era campeã em motivação.

So que ai eu criei um problema: aprendi a ultrapassar limites apenas quando alguém briga comigo pra eu ultrapassar limites. Quando alguém grita no meu ouvido "VAI!". Porque se ninguém me obrigar a fazer aquilo que eu desconfio ser capaz de fazer, eu fico aqui sentada e não faço. Me condicionei a esperar alguém me mandar fazer aquilo que gosto. E como hoje dia sou dona do meu proprio nariz, ninguém manda nada. E eu não faço. E tenho a nitida impressão de estar perdendo grandes oportunidades por ficar aqui esperando uma bronca que não vai vir.

12 comentários:

Helena disse...

Legal que tu te deu conta disso, já é meio caminho para mudar o comportamento. Eu acho que eu sou um pouco condicionada também. Tem coisas que eu quero muito, mas nunca faço, daí no dia que vejo alguém fazendo, me dou conta que posso também e aí me motivo. Mas parece que sempre tenho que ter essa referência no outro, o que é bem ruim :/

ps: Meu blog voltou à ativa! Por enquanto, só com fotos :D

corujinha disse...

Também sou ultracondicionada... gostaria muito de ser super motivada, mas esse tipo de receita não funciona comigo, ainda sou bastante cética com esses métodos motivacionais. Tbm não sou inerte...rsrs, mas no meu caso é preguicite aguda mesmo... e no doutorado isso não combina nada... tô bem preocupada...

katia prade disse...

ahhhhhh amanda, como identifiquei-me com teu texto, sou como você...funciono, como meu pai dizia, "na rédea curta!", e por vezes sinto que o tempo passa e estou sempre à espera daquela voz "VAI!".
adoro ler seus textos, estudo francês no momento, e tem sido muito valioso ler tuas palavras!

Carol Nogueira disse...

Aaaaaah, não diga! Então provavelmente aquele comentário discreto, que acabou ficando sem resposta porque afinal de contas João e Pedro providenciaram forte concorrência na escolha de temas, tinha como objetivo arrancar uma bronca! Então não seja por isso: VAI, Mandita! Imediatamente! O IRB é seu e ai de você se amarelar. ;o)

Mariana disse...

Nossa que loucura Amanda! Eu sou o contrario total! é so alguém me dizer "vai" que eu fico p*ta da cara e não vou mesmo! Meu melhor/pior incentivo é justamente quando duvidam de mim: "ah, ta pensando que eu não posso? perae que eu vou te mostrar!". Na falta disso eu mesma planejo coisas impossiveis, duvido que eu possa faze-las e fico tentando provar a mim mesma que posso. Mas se é esporro que ta te faltando aqui vai um: PORRA AMANDA QUE MIMIMI DO CARAIO é ESSE???, VAI LA E FAZ DUMA VEZ MULHER!!!

que tal? surtiu efeito? :°D
bjus!!!

luci disse...

bom saber disso, porque tem algo que eu queria que a senhora fizesse e, se pelo visto for depender de incentivo brutal, o caso ta resolvido :D

Mari Biddle disse...

Amanda, ainda bem que como foi colocado aí acima, tu descobriu esse detalhe grandão da sua personalidade agora e tem chances de mudar.

E tem tempo para começar a mudança agora já que você é super jovem. ( em relação a mim, por ex.)

Outra coisa - Luciana diz que ela é boazinha, boazinha mas, será que ela não te dá uns empurrões, uns gritos, uns berros?! Tudo pela amizade.

bjim

lee fox disse...

Relaxa, você não precisa superar seus limites... Isso é uma noia do seculo 21. Aproveita a vida e faz o que você quer. Se você quer superar seus limites ai já é outra coisa. Mas não se martirize só porque não quer...

Fiz isso 22anos da minha vida... e so to aprendendo agor a viver zen e feliz...

Rita Alves disse...

Por Diosssss!! Bem vinda ao meu mundo!rs

Mimi disse...

Amanda, qual o seu signo, data de nascimento,ascendente??? Porque eu sou idêntica a você, ipsis literis sua nessa questão. Fico batendo altos papos eu eu emsma e Irene e não saio do lugar... O que precismos? Terapia? Vergonha na cara? Coragem? Desapego? Me ajuda que eu te ajudo.

Anônimo disse...

Gostei do blog. Recomendei no facebook. Estive aí ano passado. Pretendo voltar ano que vem. (Descobri o blog por conta de resenha de La carte et le territoire, que começarei a ler, pois gostei de Extension du domaine de la lutte.)

Anônimo disse...

Ah, sim, e meu nome é Flávio. Desculpe pelo "anônimo".

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