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sexta-feira, 18 de março de 2011

Gente da Australia - Asami

Nos cursos de inglês da Australia existem dois preços: um se você é asiatico e outro, bem mais barato, se você é brasileiro. Eles fazem tipo uma "promoção" (entre aspas porque mesmo o mais barato ja é super caro) para que as escolas não tenham apenas olhos puxados circulando pelos corredores. Foi assim que eu e a Asami, japonesa, assistiamos as mesmas aulas de Smart Talk e ela pagava o duas vezes mais do que eu.

Asami ficou apenas um mês e meio no curso, mas foi mais do que suficiente para virarmos amigas desde criancinhas. O curioso da situação, é que apesar da gente se dar tão bem e gostar tanto uma da outra, não conseguiamos nos comunicar direito, o mesmo que aconteceu com a Mariko. Mas a Mariko era meio elétrica, não tinha paciência pra tentar falar, mostrava logo sua frustração e arranjava um jeito de dizer o que queria, mesmo que tivesse que obrigar alguém a servir tradutor. Ja eu e a Asami realmente tentavamos nos comunicar com as armas que tinhamos: gestos, expressões, caretas, desenhos, dedos apontando, risinhos e risões e um inglês muito do arranhado, ja que era o iniciozinho da minha estadia no pais. Com o tempo, passamos a entender o que a outra queria dizer apenas pelas referências que ja tinhamos conseguido concretizar. Criamos praticamente uma linguagem propria com muita expressão corporal e poucas palavras.

E é engraçado o que faz duas pessoas sentirem uma amizade tão grande e uma super afinidade, mesmo sem conseguir conversar. Por que eu não sentia o mesmo em relação às outras duas japonesas que entrarm na turma junto com a Asami e que são amigas dela até hoje? Eh meio inexplicavel, mas a ligação que eu sentia (e sinto) com a Asami é bem mais do que uma questão de palavras. Os detalhes passam a ter muito mais importância e aquele teatro todo que montamos sobre a nossa personalidade pra apresentar pros outros não tem nenhuma utilidade. Não temos o poder de controlar qual face nossa vamos mostrar pras pessoas, porque isso so podemos fazer com as palavras. De nada adianta decorar historias interessantes onde você foi o heroi, ou discursos politicamente corretos ou incorretos, ja que o seu argumento mais consistente sera: "death penalty bad, very bad".

Nos somos amigas pelos detalhes - o jeito de se expressar, de rir, a vontade de tomar cerveja. Aquele tênis dela lindo com a bandeira jamaicana. O meu nome que ela escreveu em japonês no canto do caderno. O gosto pelos esportes. A comida coreana que comemos na casa de amigos. As risadas no zoologico em plena época de acasalamento dos animais. Os churrascos e pique-niques. A gente na minha casa se preparando pra sair ja atrasadas e ela dizendo brava "hurry up!, hurry up!". Nossa triste despedida. Minha tristeza depois que ela foi embora. Minha felicidade em saber que ela voltaria em poucos meses e que tinha escolhido mudar de cidade pra ficar perto de mim. Mais um mês com Asami.

O problema é que ela ficou pouco tempo na Australia e não foi suficiente pra aprender inglês. Então continuamos sem poder nos comunicar como gostariamos. E pelo computador ficamos muito mais limitadas, impossibilitadas de usar gestos, sorrisos e abraços. Mas a gente quer mostrar nossa afeição mesmo assim e como não temos as ferramentas necessarias pra dizer isso sutilmente, como "poxa, queria que você morasse mais perto de mim", ou ainda "ai menina, você é uma figura!", nossos dialogos são totalmente sem rodeios:

- I love you sooooo much!
- I love you too! I miss you very very much!!!!

Pronto, assim eu fico tranquila por mais uns meses - Asami ainda gosta de mim e nossa amizade continua firme.

Muitos pensamentos positivos pra minha japonesinha nesse momento dificil em seu pais.
I LOVE YOU...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Gente da Australia - Isabel

Quando cheguei em Brisbane optei por ficar em um backpacker (hostel em australianês) até encontrar uma apartamento. O problema é que eu não conhecia muita gente na cidade e meus colegas do curso de inglês estavam todos hospedados em casa de familia. Então fui numa agência brasileira e a moça me disse que tinham três amigas brasileiras procurando uma quarta pessoa pra dividir um apê. Beleza, conheci duas das meninas, bem bacanas e tal, fechamos tudo na hora. No dia da mudança tinham umas coisas num canto da sala: malas, sacolas, tênis, espada, bola medieval com espinhos... Perai! Espada e bola medieval com espinhos? Como assim? Eu, chocada, peguntei de quem eram aquelas coisas e as meninas riram e responderam "é da Isabel, a outra menina que vai morar com a gente e que você ainda não conheceu. Ela deve estar chegando".

Nem deu tempo de pensar numa fuga rapida, era tarde demais, a Isabel ligou e disse que estava subindo. Imaginei que tipo de pessoa coleciona espadas e bolas de tortura medieval, com certeza alguém no minimo estranho, talvez um pouco mal-humorado, quem sabe até uma pessoa que passa as noites olhando seus roomates dormir e imaginando como usar seus brinquedinhos neles. Isabel abre a porta, Amanda espera pelo pior. Isabel é alta, forte e atlética. Atras dela, seu namorado australiano de dois metros de altura, uma parede. As meninas me apresentam os dois dizendo que são campeões de jiu-jitsu. Ja tô quase pedindo meu dinheiro do aluguel de volta, até que a Isabel abre um sorriso enorme e diz com a voz mais doce que alguém pode ter "Ei, é você a guria que vai morar com a gente? Que massa!". John, o namorado dela, também e super sorridente e gentil.

Ja não tinha a menor duvida de que a Isabel não era como as outras pessoas, mas no melhor sentido da frase. Ela é uma das pessoas mais livres que ja conheci. Parece que os problemas que atingem os seres humanos comuns não conseguem alcança-la. Ela esta sempre feliz, sempre sorridente, sempre de bom-humor, sempre disposta a aventuras. Acho que isso so atrai coisas positivas. Isabel é uma super esportista, fazia judô no Brasil e na Australia descobriu o jiu-jitsu. Gosta de estar ao ar-livre, de fazer trilhas, de andar de bicicleta, de organizar passeios e luaus, de explorar... e se tiver uma caverna escura e sombia no caminho, que festa!

Nos demos super bem os três meses que moramos juntas. Até em passeata contra a guerra do Iraque nos fomos. Depois, ja no Brasil, ela foi pro Rio participar do campeonato mundial de jiu-jitsu e ficou la em casa. E eu por minha vez passei uns dias na casa dela em Floripa. Conhecendo seus pais finalmente entendi porque a Isabel é tão livre. Conheci também o Thiago, um cara muito gente boa e com enorme talento (ou dedicação?) para a musica que agora é marido da Bel. Ver os dois juntos é não ter duvidas que se completam em suas diferenças. Eles também ja vieram aqui pra Paris - adivinha so: ela veio participar do campeonato europeu em Lisboa e deram uma passadinha na França. Ficaram aqui em casa e quando o cheri e eu tivemos que ir pro Brasil no meio da estadia deles, entregamos as chaves em suas mãos sem medo. E se la, naquele dia em Brisbane, se alguém me dissesse que confiaria toda a minha vida parisiense nas mãos da dona daquela bola de ferro espinhenta, eu não acreditaria.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Gente da Australia - Linda, Val e Jo

Três mocinhas elegantes: Linda, alemã; Valery, canadense de Québec; Jo, inglesa - inseparaveis. Primeiro conheci a Linda, a quem deixei minha vaga no apartamento de Brisbane quando fui embora pra fazenda. Dei um mole danado e esqueci de falar dos 300 dolares de caução que os novos moradores tinham que dar aos moradores que estão partindo, assim esses recuperavam seu dinheiro. Linda disse que não tinha grana e como eu estava prestes a ir embora, disse pra ela que quando ela tivesse, me dava. Duas semanas depois Linda anuncia aos moradores da casa na maior cara de pau: "Então pessoal, amanhã eu tô me mudando, vou pra fazenda também". E eles responderam: "Como assim, Linda? E quem vai entrar no teu lugar pra dividir o aluguel? Você tem que arranjar alguém!". "Tô sem tempo". E se não fosse minhas amigas rapidas no gatilho que encontraram alguém pra ontem com dinheiro da caução, eu teria perdido 300 dolares.

Assim Linda apareceu no mesmo albergue que eu estava e levou junto com ela Val e Jo. Não guardei rancor, pois naquela época nada era capaz de tirar meu bom humor. Então as três amigas passaram a fazer parte do meu cotidiano. Elas eram muito animadas, queriam se divertir e aproveitar sua estadia na Australia o maximo possivel, as doidinhas. Linda era a mais nova, ou pelo menos a mais deslumbrada com sua nova vida. Ela admirava suas duas amigas e fazia de tudo para ser igual à elas. Mas às vezes ela tinha comportamentos estranhos: ela me olhava sem parar e quando eu perguntava que foi ela ria e respondia algo como "nada, é seu cabelo que é engraçado" com diversas variações das partes do meu corpo.

Ja a Valery era a mais inteligente. Ela sempre vinha ensinar algo novo, contar uma historia interessante, conversar com todo mundo. Ela sabia fazer a festa, mas também ficava muito bem em ambientes mais sérios. Ela não levava desaforo pra casa e foi a unica pessoa que eu vi se defender da maior vilã da historia de Queensland (Jennifer, falarei dela outro dia, depois que me recuperar do meu trauma). Alguns meses depois encontrei com ela em outra cidade e sem suas duas amigas, ela era exatamente a mesma pessoa. Coisa rara, não?

A Jo era porra-louca total. Mas o engraçado é que nessas viagens a gente não sabe se a pessoa é assim mesmo na vida real ou se esta apenas aproveitando que esta longe de casa e dos julgamentos dos proximos para fazer o que der na telha. Um dia, depois do trabalho, estavamos so nos duas na fazenda esperando o dono do albergue passar pra buscar a gente (às vezes ele demorava 3h) e ela disse:

- Sabe, eu vim trabalhar aqui na fazenda pra poder dar mais valor ao meu dinheiro.
- Como assim? Você é rica?
- Eu trabalho como stripper aqui na Australia. Você não pode imaginar o tanto de dinheiro que eu ganho com isso. Em um dia de trabalho na boate eu ganho facil uma semana de colheita (e a gente ganhava bem). O problema é que o dinheiro vai subindo à cabeça e todas as meninas que trabalham com isso vão detonando a grana sem dar o menor valor. Elas compram maquiagem mais cara, bolsas de marca, roupas sem fim e depois jogam tudo fora. Tudo fica facil demais. Eu estava assim também, e morri de medo quando me dei conta, por isso decidi vir pra ca pra ter contato com pessoas de verdade.

Hoje ela deve ser uma advogada bem-sucedida em Londres.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Gente de Oz - Simon

Quando decidi largar a vida urbana australiana e rumar para o campo, uma amiga me indicou um backpacker (albergue em australianês) que te arranja emprego nas fazendas e te leva de van todos os dias pra trabalhar, em troca do pagamento da tua hospedagem. Esse esquema funciona muito bem por la e todo mundo sai ganhando: você, que não tem os contatos certos para arranjar emprego na agricultura e acaba conseguindo um trabalho e ainda transporte para esse trabalho, e o dono do backpacker que normalmente não teria nenhum hospede naquele fim de mundo, fica com sua espelunca lotada por causa de seus contatos com os fazendeiros.

Mas quando cheguei em Stanthorpe, uma cidadezinha trinta quilômetros depois das botas perdidas de Judas (onde conheci o cheri, hihihi) para trabalhar pela primeira vez nas fazendas, tive que ficar num hotel em vez do albergue porque estava lotado. Fiquei la uns três dias até abrir uma vaguinha no outro. No quarto do meu hotel tinha... uma cama. E so. Sem armario, sem espelhos, sem banheiro, sem mesa, sem televisão. Luxo total. E se no backpacker sempre tem gente pra conversar, rir, beber, naquele hotel so tinha uns velhos estranhos de pescoço queimado de sol e rosto vermelho de tanto beber. Na falta do que fazer eu ia ver TV na sala comum e foi assim que conheci o Simon.

Simon era um australiano de uns 30 anos, de olhos bem tristes. Ele falava e a gente sentia imediatamente a melancolia que emanava dele. Simon também estava trabalhando na colheita, mas como tinha carro proprio e era australiano, não precisava depender dos donos de albergues. A gente assistia filmes na TV e conversava e um dia ele resolveu me contar porque estava la. Disse que tinha uma noiva de quem gostava muito e um dia os dois tiveram uma briga feia por bobeira. Ele voltou pra casa e ela foi dar uma volta no mato pra espairecer. So que a menina acabou cruzando uma cobra, foi mordida e morreu naquele dia. Depois da briga. Ele disse que não podia acreditar, que se sentiu muito culpado e que não poderia continuar vivendo do mesmo jeito, como se nada tivesse acontecido. Então deixou a vida dele pra tras e foi viajar pela Australia: trabalhava quando dava, dormia onde podia, conversava com quem queria ouvir e assim ia tocando sua nova vida. Ja fazia dois anos depois da morte da noiva e ele ainda não tinha planos para o futuro.

Depois que me mudei para o backpacker continuei indo visita-lo quando dava e uma vez até levei o cheri. Ele era uma pessoa tranquila, que gostava de conversar, mas que a gente via que estava passando por um momento dificil. Acabamos perdendo o contato, mas sua historia nunca saiu da minha cabeça. Nem imagino seu sofrimento. Eu so posso torcer muito para que ele tenha conseguido refazer sua vida e superado esse triste trauma.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Oz's people - Mariko

A Mariko é japonesa foi uma das primeiras pessoas que conheci quando cheguei na Australia. Ela fazia o mesmo curso de inglês que eu e apesar de estar em outra turma bem longe da minha era impossivel passar despercebida. Simplesmente todo mundo daquela escola sabia quem era a Mariko. Ela era muito expansiva, muito colorida, muito exagerada. A gente gostava muito uma da outra, mas tinhamos um probleminha basico: não conseguiamos nos comunicar. Não falavamos inglês direito e se para mim ja era frustrante não conseguir dizer o que eu queria, nem imagino como era para ela, que era uma tagarela de marca maior e tinha todas as coisas do mundo pra dizer, entaladas na garganta.

Até minha mãe a conheceu e disse pra ela que quando fosse ao Brasil era pra ficar la em casa. A Mariko ficou super feliz, deu gritinhos, bateu palmas e disse que minha mãe era sooo nice! Minha mãe não entendia uma palavra do que ela falava, mas morria de rir com seu jeito extravagante. Ficamos um mês juntas na escola, depois ela foi embora e um pouco depois, eu também. Mas alguns meses depois recebi um email dizendo que ela estava indo justamente para a cidade onde eu estava, Gold Coast, ja com o cheri a tiracolo. Ficamos super felizes de nos reencontrarmos, agora as duas com um inglês razoavel. Pudemos conversar melhor e na primeira oportunidade ela perguntou pra mim e pro cheri: "So, do you love each other?". Errrr, Mariko! Que saudade da época que ela não falava inglês! Ela nos convidou pra comer um okonomiyaki na casa dela, uma pizza japonesa. No meio do caminho quase foi atropelada e o cheri disse "Cuidado Mariko, senão oh, pah: japanese pizza no meio da rua!". Ela morreu de rir durante 15 minutos e depois me falou "Your boyfriend is sooo funny!". Pronto, cheri foi aprovado pela primeira vez por uma das minhas amigas.

Depois disso ela voltou pro Japão. Mas trabalhava durante uns dois meses, juntava dinheiro (sim, no Japão é possivel juntar dinheiro em dois meses) e viajava pra um pais diferente. Cada vez eu recebia fotos da Mariko nos lugares mais inimaginaveis do mundo! Dai que ela resolveu ir pra Guatemala, onde ficou por dois anos com um projeto lindo de educar meninas e mulheres no campo. Virou professora, mas aprendeu muita coisa também, entre elas o espanhol. Depois dessa longa estadia na Guatemala, ela viajou pela América Latina e passou pelo Brasil no caminho. Pena que eu não estava la. So não ficou na casa da minha mãe porque era carnaval e mami ia viajar. Mariko ficou na casa de uma amiga minha, mas elas mal se viram, pois a japinha tinha alguns amigos no Rio e elas acabavam se desencontrando mesmo dormindo na mesma casa.

Atualmente ela esta no Canada, mas parece que esta achando tudo calmo demais por la e quer voltar pra América Latina. Tenho certeza que qualquer dia desses a gente se esbarra por ai novamente. E dessa vez ninguém nos segura: estamos munidas de inglês e portunhol! O papo vai ser longo.

domingo, 14 de novembro de 2010

O mundo magico de Oz

Meus cinco leitores regulares ja sabem que passei um ano na Australia (2004/2005), onde encontrei o cheri. Morei em varias cidades, tive diversos empregos (principalmente na agricultura), mas sobretudo conheci muitas pessoas. Naquela época eu não tinha blog, alias nem sabia que eles existiam - olha que tonta, então sempre senti que tinha muitas historias pra contar, sem ter a oportunidade. Mesmo meus amigos sabem muito pouco do que eu vivi durante esse ano, pois na minha volta pro Rio a adaptação foi tão dificil (ok, ela nem aconteceu) que eu meio que me fechei durante os meses que morei no Brasil antes de vir pra França.

Eu tinha a impressão que eram mundos tão distantes que ninguém ia entender as coisas que eu queria contar. Acho que eu tive uma trip blues, pois minha vida no Rio ja não fazia mais sentido pra mim. Foi um periodo bem dificil e inesperado, ja que antes de ir pra Australia eu estava muito feliz no Rio e até achei uma pena ir embora em um momento tão legal. Mas muita coisa tinha mudado em mim. A Australia realmente mudou a minha vida: lembro de ter dito a alguns amigos na época "eu estou exatamente onde eu gostaria de estar e eu sou exatamente a pessoa que eu gostaria de ser". Tem felicidade maior?

Então quando voltei pra casa não consegui simplesmente pegar minha vida de volta e continuar do ponto em que havia parado. Tudo estava diferente e eu fiquei perdida. Briguei com amigos, fiquei timida no trabalho, não tinha vontade de sair de casa. Ainda tinha que decidir se casava ou separava, assim de uma hora pra outra por causa do visto do cheri. Foi um ano muito estressante e decepcionante, e acho que foi por causa disso que minhas memorias da Australia passaram completamente despercebidas. Mas elas continuam aqui e agora eu sinto vontade de dividi-las.

Hesitei em traze-las pra ca, pois na teoria o blog é para contar minhas experiências na França e a Australia não tem nada a ver com a historia. Mas não conseguiria manter um segundo blog e nem gostaria de criar um so pra falar sobre isso ja que pretendo escrever pouco, e como o Porte Dorée é acima de tudo um blog pessoal, mais do que um blog sobre a vida na França, decidir fazer aqui mesmo.

Em breve começo uma nova série: pessoas que conheci na Australia. :)

ps - pra quem não sabe, Oz é o diminutivo de Australia e sim, o Magico de Oz é australiano!
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