quarta-feira, 1 de abril de 2009

Homesick

Depois de dois longos anos morando em Paris eu passei a me achar, assim, meio parisiense. Passei a achar conveniente as pessoas não puxarem conversa no ponto de ônibus, comecei a levar a baguete debaixo do braço, como disse em algum post abaixo, passei até mesmo achar que não era tão grave assim não ter tantos amigos como tinha no Brasil... E pasmem: achava até que ja estava acostumada com o frio. Fora a aparência: pele branquissima, cabelos longos e sem corte, um ar meio ao léu... Ou seja, super adaptada. Quando viajei nas férias pra Portugal cheguei a ficar com saudades de Paris, pra mim essa tinha sido a prova final. Cheguei a duvidar se conseguiria viver no Brasil de novo.

Foi então que aconteceu: passei dois meses no Brasil e joguei toda minha parisiandade conquistada em dois anos pela janela! Cortei o cabelo, peguei um bronze. Foi inexplicavelmente bom encontrar minha mãe, meu pai, minha avo, (quase) toda a minha familia e pessoas queridas. Que prazer de ir à praia, de tomar um açai, de ver novela! Que coisa boa falar na lingua que você conhece melhor e todos entenderem cada palavra! Carne, muita carne! Amigos, vocês são a melhor coisa que o Rio de Janeiro pode me oferecer.

Tem gente que muda de pais e acaba não se sentindo nem uma coisa nem outra, se sente estrangeiro em todo lugar. Eu tinha medo disso acontecer comigo, mas agora eu sei e admito: sou brasileira e nunca vou deixar de sê-lo. Amo a informalidade com que o brasileiro encara a vida e super me contradizendo no ultimo post: o Brasil é o melhor lugar do mundo!

(pelo menos pra mim)



quinta-feira, 19 de março de 2009

Os melhores do mundo

Estou no Brasil há mais de um mês. Taí a explicação para meu sumiço. É tão bom rever a família, os amigos, que a gente até esquece das outras coisas, mesmo aquelas que são a razão original (ou a desculpa?) da vinda para o Brasil, como a pesquisa da minha dissertação de mestrado, por exemplo. Mas isso já é outra história.

Não vou mentir, estranhei muito quando cheguei. Dois anos fora é muita coisa! A gente acostuma, pega as manias locais e quando volta tem um pequeno choque cultural em sua própria casa! Passamos a ver as coisas com um olhar mais de fora e fica mais fácil perceber nossos defeitos. Só que depois de uma semana já estava tudo normal de novo, exceto por um detalhe que não consegui engolir até agora: a mania que temos de querer ser os melhores do mundo.

Melhores em quê? Isso não tem a menor importância! O negócio é ter as palavrinhas mágicas "do mundo" no final da frase, e como você a começa, depende da sua criatividade, e olha, tem gente que se esmera. Quem nunca ouviu um brasileiro dizer, todo cheio de orgulho, que o Brasil tem as praias mais bonitas do mundo, sendo que provavelmente a pessoa nunca saiu do país. As mulheres mais bonitas do mundo! Sei não heim... Mas a minha preferida é "o brasileiro é o povo mais simpático e receptivo do mundo!". Aiaiai, só em dizer isso não me parece nada simpático.

Lendo um jornal de Minas descobri a última aquisição brasileira dos mais mais do mundo. O título: O Brasil passa a ser o país que tem mais incidência de raios do mundo! Que maravilha, mais um pra coleção! E mais abaixo na matéria o autor soltou a clássica "o povo brasileiro é o povo mais feliz do mundo!", sim porque esse tipo de frase a gente encaixa seja lá em que matéria for, de futebol à guerra no Iraque, que sempre dá um efeito legal, não é mesmo?

Antes de sair da França, vi uma reportagem que apresentava o pior time de futebol do mundo. Adivinha de onde era? Acertou, do Brasil é lógico! Eles se auto-intitularam os piores do mundo, pois o negócio é ser do mundo, não importa em que.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Top 10 - Mitos sobre a França e franceses

10 - A tal da baguete debaixo do braço
Não vou dizer que é lenda, mas do jeito que as pessoas contam parece ser a coisa mais anti-higiênica do mundo! Um belo dia eu passei no supermercado, fiz compras e no caminho de casa parei na padaria. Ops, mão direita ocupada, mão esquerda ocupada, onde vou enfiar essa baguete? Sem por nenhum momento pensar no que vocês estão pensando, tive a brilhante idéia de apoia-la delicadamente entre meu corpo e meu braço, foi então que me dei conta de que de fato eu estava carregando uma baguete debaixo do braço! E posso dizer que é muito util! Os brasileiros so não fazem isso porquê não é fisicamente vantajoso carregar um pãozinho francês assim.

9 - La mode
Moda é uma das primeiras coisas que se pensa quando se fala em França, mais especificamente Paris. Mas excluindo a alta costura e coisa e tal, não acho que o povo francês tenha o dom de se vestir bem. Acho até que os brasileiros se preocupam mais com as roupas, pois somos cheios de regras chatinhas de não repetir dois dias seguidos, mesmo que ela esteja limpa. Aqui se você pega o metrô todo dia na mesma hora vai reconhecendo as pessoas pelo rosto, mas pelas roupas também! Se for no inverno então! Todo mundo so tem um casacão que usa todos os dias, é sério!

8 - Gastronomia
O senso-comum diz que a comida francesa é otima. E é verdade. O mito é que ela venha em porções de passarinho, servida por um garçon magrelo com bigode esnobe e a conta exorbitante. Bom, nos restaurantes chiques deve ser assim mesmo, mas nesses eu nunca fui. O problema é que as agências de viagens ficam empurrando esses pros turistas. Os restaurantes de gente normal são bem diferentes: têm porções generosas, a comida é excelente, os garçons são (geralmente) simpaticos e conta... bom a conta deixa pra la. Brincadeira, nada que te leve a falência (15 euros comparado aos 50 dos chiques ta bom, né?)

7 - Xenofobia
Essa historia de que os franceses são xenofobos, que não aceitam nada que vem de fora, é pura balela. So pra se ter uma idéia, dois terços das pessoas que moram em Paris não nasceram em Paris. Aqui tem tanto arabe, latino-americanos, negros, asiaticos, que não da nem pra pensar em xenofobia. Tudo bem que eles não estão 100% integrados ainda, mas uns 70%. Esse discurso preconceituoso vem massivamente dos idosos e da extrema-direita (é diferente do Brasil por acaso?)

6 - Lingua inglesa
Como ja expliquei no post anterior, os franceses se esforçam sim para aprender inglês! Eh que eles são ruinzinhos mesmo, coitados. :) E estão mais abertos do que nos para incorporar palavras inglesas no vocabulario cotidiano, coisa que deixaria os brasileiros mais patriotas de cabelo em pé. Hot-dog, weekend, stop no sinal de transito, são algumas das inumeras palavras usadas.

5 - A venerada Sorbonne
A Sorbonne é uma espécie de entidade religiosa para os brasileiros. Ta, tudo bem que eu não passei, mas se eu tivesse passado nem ia querer, ta! Na verdade, pelo que me disseram, todas as universidades de Paris tinham esse nome, mas aos poucos elas foram mudando de nome e agora restam 3 Sorbonnes, das 13 universidades de Paris. E isso não quer dizer que são as melhores. Os brasileiros acham que "a" Sorbonne é tão boa quanto Harvard, isso para os franceses é piada. Tem um curso chamado Civilização Francesa que os brasileiros adoram! Sentem toda a gloria de maio de 68! (na verdade eu passei sim, mas em vez de fazer o curso em dois anos teria que fazer em três. Mas eu teria preferido a minha, de qualquer forma).

4 - França, um pais pequeno
Comparado com o Brasil, a França é minuscula. Mas acontece que aqui não tem espaços vazios! A cada 500m tem uma cidadezinha super charmosa para se conhecer. A gente tem a impressão que se pegar um carro e dirigir, vai conhecer o pais rapidinho, e não é verdade. Pra começar, a França não é tão pequena assim: a extensão do territorio dela é como se fosse de Brasilia ao Rio de Janeiro, longinho pessoal. Sem contar que têm castelos maravilhosos em todos os cantinhos e da vontade de parar pra ver tudo. A vantagem é que aqui existem trens de alta velocidade, os TGVs, que facilitam muito as viagens.

3 - Frieza
Quantas vezes ja ouvi falar em como os brasileiros são calorosos e os franceses são frios. Discordo plenamente. Depende muito mais da pessoa do que de sua nacionalidade. Ta, na França os filhos saem de casa mais cedo do que no Brasil, mas é por uma questão de praticidade, pois geralmente saem para estudar em outra cidade. Mesmo se os pais moram na mesma cidade, como o governo ajuda no aluguel dos estudantes, eles preferem ter seu proprio cantinho. E os pais franceses veem isso como um bom passo à independência, ao contrario dos brasileiros que querem que os filhos não consigam sobreviver sem eles.

2 - Antipatia
Moro em Paris ha dois anos e somente uma unica vez alguém foi grosso comigo sem motivo: justamente a caixa da torre Eiffel, ela que deveria ter sido a mais simpatica. Se você teve uma ma experiência, saiba que geralmente as pessoas não são assim! Desconfio que o pessoalque trabalha com turismo em Paris esta um pouco de saco cheio. Eh a velha historia, imagina o jornaleiro perto do museu do Louvre, o coitado deve ouvir perguntas em todas as linguas do mundo o dia inteiro, da um desconto, né? Mas fora dos pontos turisticos, todo mundo sempre me respondeu bem, mesmo quando eu não falava francês!

1 - Sobre o bendito banho
Não sei ainda a origem desse mito. Se alguém souber, me conte. Mas pobres dos franceses, que a cada vez que cruzam o caminho de algum brasileiro, são obrigados a escutar a cruel pergunta: "é verdade que os franceses não tomam banho? Não, não é verdade, caramba! Então da proxima vez que você encontrar com um francês no Brasil, pense duas vezes antes de fazer a piada, porque provavelmente ele ja ouviu varias antes e não vai achar muita graça na sua.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O inglês dos franceses

Se você esta aprendendo uma lingua e às vezes se sente desanimado, achando que nunca vai conseguir, que não tem jeito para a coisa, pense que todos têm dificuldade também, seja na lingua que for. Pare um pouco, ria de si mesmo! Dai quando ja estiver cansado de rir de si mesmo seja um pouco anti-ético e ria dos outros! E eu aconselho começar pelos franceses, eles são muito eficazes nesse ponto.

Os franceses falando inglês é a coisa mais divertida que tem. Eles têm um sotaque todo especial que da pra saber se longe sua origem. O 'the' eles pronunciam 'ze', até mesmo brincam em escrever assim, com 'z'. Os agas no inicio das palavras, como house, são ignorados e acaba ficando 'ause' e não 'rause'. Tem dois videos engraçados de franceses falando inglês. O primeiro é um quadrinho de uma série chamada Un gars et une fille (um cara e uma garota) que normalmente eu detesto, mas quando ela resolve deixar o sexismo de lado, até que é engraçadinha. O segundo é parte de filme da pantera cor-de-rosa.





Existe o mito de que os franceses não gostam e não querem aprender inglês. Isso é pura bobagem. Tem muita gente que fala inglês por aqui, em Paris pelo menos, (com esse sotaque adoravel) e se esforçam para aprender, tanto quanto a gente. Acho super estranho quando os turistas, especialmente os brasileiros, chegam aqui e falam: eles sabem falar inglês, mas fingem que não me entendem quando falo com eles. Como assim, minha gente? Eles não fingem que não entendem, eles não entendem mesmo, ué! O jornaleiro não sabe falar inglês, o cara do metrô também não, senão eles estariam em um emprego melhor. Mas vamos aproveitar os que estão aprendendo para rir um pouco e dar uma levantada na nossa moral.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Inversão de valores

Estava ansiosa para assistir a aula da melhor professora do meu curso. Ela é fera na geopolitica, a mulher sabe de tudo que esta acontecendo no mundo e suas causas historicas. Hoje era obvio que ela falaria sobre a carnificina israelense na Palestina. Estava esperando ela massacrar moralmente Israel e quebrar a cara da israelense da turma que apoia as medidas tomadas por seu governo. Qual foi a minha surpresa quando ela começou a defender Israel! Ela tentou ser neutra, mas nessa situação se você não condena Israel, esta do lado dele. Nessa guerra não existe imparcialidade.

Cheguei à conclusão que existe duas possiveis explicações para a posição dela. A primeira hipotese é a de que fazendo tanto esforço para sair do obvio, chegou à essa conclusão torta. Digo isso porque ela adora causar polêmica, mais de uma vez anunciou com um brilho nos olhos: "o que vou dizer agora com certeza vai chocar vocês". Ou seja, ela pode ter provocado mesmo, esperando uma reação agressiva de nossa parte ou no minimo uma reflexão mais profunda.

A segunda hipotese é a de que ela, como a geopolitica que é, perdeu completamente seu lado humanitario. Sim, pelo lado geopolitico podemos admirar a estratégia de Israel, a esperteza de suas ações. Porque afinal de contas, o principio basico da tatica militar é o atacar o mais fraco e se tornar mais poderoso. Mas o problema é que a guerra não é um problema matematico, como os jornais israelenses querem fazer o povo acreditar, mas uma questão humana de vida e morte. As pessoas têm que entender que um palestino vale mais do que o Estado de Israel e um israelense vale mais do que a Palestina. E a geopolitica que se foda.

Uma matéria muito boa sobre o assunto, do meu idolo Robert Fisk: http://www.fazendomedia.com/2009/internacional0108.htm

sábado, 3 de janeiro de 2009

Desavisados

Outro dia estava olhando umas coisas na internet, quando comentei com meu namorado francês(sim Bruno, namorado! Apesar de você ter sido nossa testemunha de casamento):

- Olha isso que estranho!
- Nossa, é mesmo, muito frégo!
- Hã?? Muito o que?
- Frégo.

Ele estava super seguro de si. Demorei alguns minutos pra entender que a palavra que ele estava procurando era BREGA. Quando consegui parar de rir, pensei em quantas barbaridades em francês eu não devo falar por ai, desavisada, toda segura de mim.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A sobremesa rejeitada

Nunca vi um povo gostar tanto de comer! Se as festas de fim de ano com minha familia no Brasil significavam passar tempo com a familia, trocar presentes e brincar, para mim aqui elas significam comer, comer muito!

O frio pesa muito na maneira como encaramos as festas. Passar ano novo na rua? Nem pensar! Ceiar na varanda? Ta brincando, né? Passar as férias na beira da piscina? Ha-ha! So nos resta a nos trancarmos em algum canto e adivinha? Comer, comer e comer. E beber também. Ainda mais sem a pressão de ter que caber dentro de um biquininho, afinal é inverno!

Eh uma verdadeira maratona. Começa com os petiscos, que vão de amendoim ao caviar e ao fois gras (ai que delicia!), acompanhado de champagne. Dai depois vem a salada com abacate e salmão defumado. Nesse momento todos ja estão com a barriga cheia, mas sabem que ainda tem muito por vir. Depois chega um entradinha, tipo uma mini torta de frutos do mar. Quando o prato principal chega, temos que fazer um grande esforço para comê-lo, mas afinal de contas, ele é a estrela da noite! Um segredo que aprendi é o trou normand (buraco da Normandia), que consiste em comer uma bola de sorvete com uma calda de algum alcool super forte entre um prato e outro para digerir mais rapido e abrir espaço para o que ha de vir.

Depois chegam os queijos, varios tipo de queijos, que são tão bonitos que a gente se obriga a experimentar um ou outro, ou todos. Depois disso tudo é quando eu chego com a minha humilde colaboração à ceia e apresento a minha sobremesa. Não preciso nem dizer que ninguém consegue mais comer nem um grão de nada. Não tem buraco que dê jeito. Por educação provam um pouquinho e elogiam. Bom, da proxima vez tenho que encaixar minha parte no meio da maratona, se quiser ter algum crédito.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Arrasando na oratoria

Meu primeiro dia de aula foi ha mais de um mês e desde la não tive tempo de escrever. Foi um engano pensar que teria mais tempo livre ao deixar o trabalho e voltar pra universidade. Apesar de ter bem menos carga horaria, tem muito trabalho pra fazer em casa! Do primeiro dia até aqui muita coisa aconteceu. Fiz varios amigos, aprendi um monte de coisas interessantes, mas também entrei em crise e achei que nunca iria conseguir acompanhar o curso. A crise ja passou (ou quase), mas se um dos episodios dramaticos merece ser contado, é a minha apresentação oral.

Na faculdade eu achava que minhas apresentações orais não tinham como ser piores. Sim, tinham: em francês.

Na véspera pedi ao meu namorado pra ser minha platéia, pra ter certeza de saber tudo o que queria falar. Comecei bem gaguejante, tentando consciliar meus pensamentos com minhas falas, mas levando bem a sério! Quando olhei pra minha platéia, ele estava sorrindo, a cabeça meio quebrada pro lado, uma cara absoluta de piedade. Tipo uma atitude de "ta péssimo, mas olha so pra ela, esta se esforçando tando, tadinha". Fiquei pe da vida! Reclamei dizendo que ele não estava levando à sério, que eu estava dando o melhor de mim, etc etc. Não importava o que eu dizia, o maldito sorriso piedoso não saia do rosto dele e tudo o que ele fez foi se aproximar e me dar um beijo na testa. Que raiva!

No dia seguinte fui para a aula. Os outros alunos começaram a se apresentar. Eles não tinham a menor vergonha e sabiam exatamente o que estavam dizendo. Fiquei intimidada. Mas eles falavam tão rapido e tão monocorde que na verdade ninguém estava realmente prestando atenção. La fui eu. Quando comecei a falar quebrei a morosidade da sala de aula e involuntariamente obtive a atenção geral. Razões: 1- Falava devagar, palavra por palavra; 2- Usava o vocabulario mais simples pra explicar um assunto super complexo, o que lembrava uma criança de 10 anos; 3- Falava bem alto (tenho certa tendência a falar mais alto do que pretendo). Tentei me concentrar no que estava dizendo. Uma trapalhada so. Esquecia as palavras, me perdia completamente. Em um momento houve um silêncio aterrador, parecia que eu fiquei calada por uma eternidade e tudo o que conseguia pensar era, diz alguma coisa, cacete! Sem contar com a minha brilhante conclusão de uma frase: "Mas isso não é importante". Todo mundo riu achando que era piada. Dai quando eles viram que continuei séria, a graça acabou rapidamente.

Foi ai que aconteceu. No meio de um raciocinio, fui olhar para a turma pra ver se eles estavam acompanhando bem e me dei conta de que todos eles tinham exatamente o mesmo sorriso de piedade e a mesma cabeça de ladinho que meu namorado na véspera! E tenho certeza de que se não fosse completamente fora das regras acadêmicas e sociais, cada um deles iria se levantar e me dar um beijo na testa.

Resumindo: catastrofe total. Mas sabe que depois fiquei mais tranquila? Porque eu pensei, pronto, dessa vez sim não tem como ser pior! Então da proxima vez por pior que seja ja vai ser melhor do que essa. E eu tinha razão! Essa semana apresentei o segundo trabalho e fui muuuuito melhor! Acho que a expectativa do pessoal estava tão baixa, que todo mundo me elogiou depois.
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