Ontem foi meu ultimo dia de trabalho com os bebês que estava tomando conta por 3 meses. Um vai para a creche, o outro encontrou uma outra baba e eu volto pro mestrado em setembro/outubro. Essa ultima semana foi particularmente dificil porque tomei conta de três: um bebê de 5 meses, um de 7 meses e o irmão de um deles, de 2 anos e meio. E descobri que dois anos e meio é uma idade dificil.
Olha, o garoto não parava de perguntar. Perguntava tudo e repetidamente, mesmo se a gente desse uma resposta razoavel. Por que? Por que? Mas por que? Acho que ainda posso ouvir a vozinha dele me perseguindo pela casa. Ele ainda tinha um agravante: estava na fase entre as fraldas e o abandono das fraldas. Dai ao mesmo tempo ele teve uma pequena fase de regressão (os pais adoram falar em fases, ja repararam?) vendo os bebês e queria fazer tudo como eles. Resultado, xixi nas calças, pelo menos uma vez por dia. Depois eu fazia ele limpar (simbolicamente), ele dizia "c'est très dur, c'est Amanda qui fait", ha-ha! Eu não fiz nenhum xixi nas calças, então limpa.
Os bebês são tão mais faceis de cuidar! Eles ficam ali paradinhos, adoraveis, risonhos e rosados e te dão sinais quando estão estão com fome ou sono. Você brinca com eles, faz gracinhas, se esconde atras da almofada e eles morrem de rir. Tão simples! Ta, cuidar desses seres adoraveis à noite, eu não sei como é pois enquanto eles choram as 3h da manhã eu estou em sono profundo na minha casinha.
Essas criaturinhas de 2 anos e meio são bem mais complicadas. A começar pela linguagem. Sera que dava pra alguém traduzir o que eles falam? Criancinhas brasileiras eu até entendo, mas quando elas falam um rascunho de francês fica dificil! A maioria das coisas eu acabava entendendo, porque, diga-se de passagem, ele insistia. Outras vezes eu disfarçava e mudava de assunto, enrolando ele com outra coisa.
O mais engraçado é como eles não tem noção de nada mesmo. A mãe dele perguntou:
- Você lembra onde a gente vai hoje à tarde?
- A gente vai entrar no carro, ir até o barco, colocar o carro dentro do barco e entrar no carro de novo.
- Não filho, isso a gente vai fazer semana que vem, nas férias. Hoje a gente vai no pediatra.
-Ah é, oba!