quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O inglês dos franceses

Se você esta aprendendo uma lingua e às vezes se sente desanimado, achando que nunca vai conseguir, que não tem jeito para a coisa, pense que todos têm dificuldade também, seja na lingua que for. Pare um pouco, ria de si mesmo! Dai quando ja estiver cansado de rir de si mesmo seja um pouco anti-ético e ria dos outros! E eu aconselho começar pelos franceses, eles são muito eficazes nesse ponto.

Os franceses falando inglês é a coisa mais divertida que tem. Eles têm um sotaque todo especial que da pra saber se longe sua origem. O 'the' eles pronunciam 'ze', até mesmo brincam em escrever assim, com 'z'. Os agas no inicio das palavras, como house, são ignorados e acaba ficando 'ause' e não 'rause'. Tem dois videos engraçados de franceses falando inglês. O primeiro é um quadrinho de uma série chamada Un gars et une fille (um cara e uma garota) que normalmente eu detesto, mas quando ela resolve deixar o sexismo de lado, até que é engraçadinha. O segundo é parte de filme da pantera cor-de-rosa.


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Existe o mito de que os franceses não gostam e não querem aprender inglês. Isso é pura bobagem. Tem muita gente que fala inglês por aqui, em Paris pelo menos, (com esse sotaque adoravel) e se esforçam para aprender, tanto quanto a gente. Acho super estranho quando os turistas, especialmente os brasileiros, chegam aqui e falam: eles sabem falar inglês, mas fingem que não me entendem quando falo com eles. Como assim, minha gente? Eles não fingem que não entendem, eles não entendem mesmo, ué! O jornaleiro não sabe falar inglês, o cara do metrô também não, senão eles estariam em um emprego melhor. Mas vamos aproveitar os que estão aprendendo para rir um pouco e dar uma levantada na nossa moral.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Inversão de valores

Estava ansiosa para assistir a aula da melhor professora do meu curso. Ela é fera na geopolitica, a mulher sabe de tudo que esta acontecendo no mundo e suas causas historicas. Hoje era obvio que ela falaria sobre a carnificina israelense na Palestina. Estava esperando ela massacrar moralmente Israel e quebrar a cara da israelense da turma que apoia as medidas tomadas por seu governo. Qual foi a minha surpresa quando ela começou a defender Israel! Ela tentou ser neutra, mas nessa situação se você não condena Israel, esta do lado dele. Nessa guerra não existe imparcialidade.

Cheguei à conclusão que existe duas possiveis explicações para a posição dela. A primeira hipotese é a de que fazendo tanto esforço para sair do obvio, chegou à essa conclusão torta. Digo isso porque ela adora causar polêmica, mais de uma vez anunciou com um brilho nos olhos: "o que vou dizer agora com certeza vai chocar vocês". Ou seja, ela pode ter provocado mesmo, esperando uma reação agressiva de nossa parte ou no minimo uma reflexão mais profunda.

A segunda hipotese é a de que ela, como a geopolitica que é, perdeu completamente seu lado humanitario. Sim, pelo lado geopolitico podemos admirar a estratégia de Israel, a esperteza de suas ações. Porque afinal de contas, o principio basico da tatica militar é o atacar o mais fraco e se tornar mais poderoso. Mas o problema é que a guerra não é um problema matematico, como os jornais israelenses querem fazer o povo acreditar, mas uma questão humana de vida e morte. As pessoas têm que entender que um palestino vale mais do que o Estado de Israel e um israelense vale mais do que a Palestina. E a geopolitica que se foda.

Uma matéria muito boa sobre o assunto, do meu idolo Robert Fisk: http://www.fazendomedia.com/2009/internacional0108.htm

sábado, 3 de janeiro de 2009

Desavisados

Outro dia estava olhando umas coisas na internet, quando comentei com meu namorado francês(sim Bruno, namorado! Apesar de você ter sido nossa testemunha de casamento):

- Olha isso que estranho!
- Nossa, é mesmo, muito frégo!
- Hã?? Muito o que?
- Frégo.

Ele estava super seguro de si. Demorei alguns minutos pra entender que a palavra que ele estava procurando era BREGA. Quando consegui parar de rir, pensei em quantas barbaridades em francês eu não devo falar por ai, desavisada, toda segura de mim.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A sobremesa rejeitada

Nunca vi um povo gostar tanto de comer! Se as festas de fim de ano com minha familia no Brasil significavam passar tempo com a familia, trocar presentes e brincar, para mim aqui elas significam comer, comer muito!

O frio pesa muito na maneira como encaramos as festas. Passar ano novo na rua? Nem pensar! Ceiar na varanda? Ta brincando, né? Passar as férias na beira da piscina? Ha-ha! So nos resta a nos trancarmos em algum canto e adivinha? Comer, comer e comer. E beber também. Ainda mais sem a pressão de ter que caber dentro de um biquininho, afinal é inverno!

Eh uma verdadeira maratona. Começa com os petiscos, que vão de amendoim ao caviar e ao fois gras (ai que delicia!), acompanhado de champagne. Dai depois vem a salada com abacate e salmão defumado. Nesse momento todos ja estão com a barriga cheia, mas sabem que ainda tem muito por vir. Depois chega um entradinha, tipo uma mini torta de frutos do mar. Quando o prato principal chega, temos que fazer um grande esforço para comê-lo, mas afinal de contas, ele é a estrela da noite! Um segredo que aprendi é o trou normand (buraco da Normandia), que consiste em comer uma bola de sorvete com uma calda de algum alcool super forte entre um prato e outro para digerir mais rapido e abrir espaço para o que ha de vir.

Depois chegam os queijos, varios tipo de queijos, que são tão bonitos que a gente se obriga a experimentar um ou outro, ou todos. Depois disso tudo é quando eu chego com a minha humilde colaboração à ceia e apresento a minha sobremesa. Não preciso nem dizer que ninguém consegue mais comer nem um grão de nada. Não tem buraco que dê jeito. Por educação provam um pouquinho e elogiam. Bom, da proxima vez tenho que encaixar minha parte no meio da maratona, se quiser ter algum crédito.
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