sábado, 7 de agosto de 2010

Psicologia alimentar

Acho que ja falei por aqui que eu era muito problematica pra comer. Quando criança era movida por farinha lactea e não comia nada além disso. Depois que cresci não fiquei muito melhor, a hora do almoço era uma tortura pra mim, achava chatissimo esse negocio de comer varias vezes por dia. So passei a gosta de comer depois que conheci o cheri e descobri que não precisava comer arroz e feijão todos os dias: minha vida mudou. Minha familia não é chegada à frutas e legumes, e eu nunca dei espaço pra sabores diferentes na minha boca até eu ir pra Australia, pois achava que tinha que provar os alimentos exoticos do lugar.

Foi assim que me apaixonei por 'zucchini'. Quando o cheri me aprensentou esse legume tão saboroso, tão diferente, não quis saber de outra coisa, queria comer o tal do zucchini todo dia (mal sabia que estava prestes a plantar e colher zucchini pelos proximos seis meses!). Queria contar minha descoberta culinaria para meus amigos do Brasil, então fui olhar no dicionario qual era a tradução da maravilhosa iguaria e tomei um susto quando li "abobrinha". A-BO-BRI-NHA. Toda minha satisfação foi abaixo e so consegui murmurar "mas eu não gosto de abobrinha.........".

Aconteceu a mesmissima coisa com os persimons. Numa fazenda, eu e o cheri estavamos encarregados de colher uma fruta muito boa chamada persimon. Corri pro dicionario, não tinha nada. Dai me assegurei da exoticidade da fruta, ja podia me gabar, ainda mais quando me falaram que ela é exportada so pro Japão, e os japoneses pagam uma nota preta por elas. Depois de um mês comendo muito persimon, voltei pra cidade e levei pras minhas amigas alguns exemplares da fruta, e uma delas ja foi logo dizendo: "Ah, que legal, você trouxe caqui!". :/

Aqui na França também não foi muito diferente. Aconteceu igual com o poirot, que na verdade é o alho poro que eu nunca tinha comido mas detestava mesmo assim, no Brasil. E em Paris virou rapidamente meu legume preferido. Mas minha mais recente descoberta foi o basilic, que eu achava super chique, super autêntico e super mediterrâneo. A vida estava muito boa e tranquila entre eu e meu basilic até minha mãe, ingenuamente, fazer a fatidica pergunta: "mas o que é basilic em português?". Pronto. Uma rapida busca na internet me mostrou o inevitavel: basilic é simplesmente manjericão. Minha decepção não podia ser maior. Nem preciso dizer que eu detestava manjericão, né?

10 comentários:

Caso me esqueçam disse...

hahahahahaha "oda minha satisfação foi abaixo e so consegui murmurar "mas eu não gosto de abobrinha........." bixinha hahahaha

olha, eu descobri tanta coisa boa aqui na frança! coisas que existiam no brasil e, como tu, eu dizia que nao gostava. abobrinha foi justamente uma delas. tambem teve o basilic. a gente planta aqui e tudo vai com isso. a gente faz uma salada super simples e gostosa (com noz, melao, queijo, tomate, pepino e basilic). esse eh o ponto fundamental da comida, eu adoro! e olha que coincidencia: eu disse a camilo que, por mim, eu comeria poireau todos ods dias, que eu adorava! alias, adoro. muito bom! kuiche feito disso eh MUITO BOM! tambem descobri o pepino, a couve-flor e outras coisinhas que eu nao tinha coragem de comer no brasil. na minha familia, salada se resume a tomate e alface. aqui eh tudo tao mais variado e gostoso! adoro!

Iara disse...

Kkkkk! Adoro esses chatinhos pra comer que deixam de ser chatinhos!
Eu amo alho poró (o quiche é sensacional!) e abobrinha. Amo aqui e amava aí. Mas eu tenho uma história que é na contramão dessa sua. Eu provei um troça na França, um legume, que eu não gostei. Não tinha conseguido reconhecer o que era, e me falaram que era aubergine. Beringela é realmente das poucas coisas que eu não gosto. E nesse dia ficou provado que não é preconceito nem frescura: não gostei mesmo sem saber o que era.
Ah! Mas tem um lance, viu? Modos de preparo mudam tudo. Eu cresci achando que não gostava de brócolis porque minha mãe cozinha na pela de pressão e, como ele fermenta, fedia a casa toda. Até o dia em que ela fez no vapor, al dente, com alho frito no azeite. Passei a amar com todas as forças.

Rita disse...

Ai, que reunião animada essa aqui, vou entrar! Amanda, segura essa aí, absolutamente baseada em fatos reais, de HOJE:

Eu, fazendo a lista de compras, falando alto:
- Já anotei tudo, acho: biscoito, frutas, chá de camomila pra vovó, leite, nesc...
- Mãe! (Arthur, gritando lá da sala)
- Oi, filho?
- Não esquece a abobrinha!

JURO (Luci, aquele mesmo que não comeu nada o restaurante hoje, ta?).

Hehehe.. eu era igualzinha a você quando criança, Amanda. Não gostava de nada. Aprendi a gostar de tudo quando saí de casa. E hoje somos devoradores de saladas, gostamos muuuito de legumes. O Arthur segue no mesmíssimo caminho, mastiga as verduras e legumes com boca boa, dá gosto de ver - menos nos dias de piti, como aconteceu hoje no restaurante, mas é exceção mesmo. Tenho foto dele mastigando rúcula pra provar quando ele crescer e só quiser comer pizza. :-)
Beijocas!!

Guilherme Reed disse...

Eu acho "foie gras" superchique...no nome! No paladar, não me entusiasmo! Mas o problema talvez seja, como disse a Lara, o modo de preparo...
Quem sabe no dia em que eu comer um original em um restô na França...

Aline Mariane disse...

nunca achei caqui bom aqui na França... achava que não era uma fruta tropical!!
descobri recentemente que cèleri e navet, que adoro, são respectivamente aipo e nabo. Os nomes em português são familiares, mas se perguntassem se gosto de aipo ou de nabo, certeza que diria que não!
Bjss!

luciana disse...

Amanda, acredito que eu seja mais chata para comer que você. Estive na França e acredite, não gostei de muita coisa. Algumas frutas são bem saborosas. Amei uma que parece uma cereja. O moço me vendeu todo sorridente e disse que eu ia amar. Acertou em cheio! Porém, ficou só na fruta, pois nos legumes, folhas e outras coisinhas, aff, foi trágico. Lembro que um dia fui a um restaurante todo bonitinho, o chef foi pessoalmente à mesa explicar o prato, quando coloquei a comida na boca não sabia o que fazer. Era uma carne de carneiro grelhada acompanhada por uma salada de tomate, mostarda e uma folha bem amarga que não sei o nome. Não sabia onde enfiar a cara e a comida. O tal "foie gras" citado pelo Guilherme também não foi algo que desceu com facilidade. Aliás, sequer desceu.
Enfim, gosto à parte, é notável como os franceses apreciam saladas, legumes e frutas que no Brasil passam despercebidos.

Túlio disse...

Agora vc entende pq toda pizzaria ou restaurante ditos "chiques" gostam de falar assim: "pasta com zuchini e jamon acompanhada de molho basílico ao sugo".

Vale tudo, até misturar idiomas e criar novas palavras. Tudo para convencer paladares preconceituosos.

Ainda bem que não é crime preconceito com comida neh Mandita?! Senão você estava lascada.

E Lara... berinjela é bom demais... existem milhões de modos de preparo e receitas. Sou capaz de apostar que um deles vc vai aprovar.

Glória Maria Vieira disse...

Ai Manda! AUHAUSHAUHSUAHUSHAHSUH Eu já passei por uma situação como essa. Eu "detesto" carne de carneiro, bode, cabrito... o escambal! Daí outro dia eu estava em um churrasco e me empanturrei de carne adivinha de quê?!AUHSAUHSUAHSHAUH Só depois de ter comido um bocado e ter gostado, eu perguntei: eita, que carne é essa mesmo?! CARNEIRO! "Como assim carneiro?!Eu passo mal só com o cheiro... UASHAUSHUAHSUHAUHSAHU É! A gente pensa que não gosta. Tudo depende do preparado... pq tipo: ele cozido é um ó mesmo,mas ele como churrasquinho... ficou muito bom! Pelo menos o que eu comi tava, né?!
E AH... eu tbm tenho uma certa resistência em experimentar ao novo... digo logo que não gosto, muitas vezes, e pronto. UAHSUAHSU

bruno pettinelli disse...

Oi Mandita.. desculpe minha ausencia aqui. prometo ser mais assiduo agora, tá? rs.
Uma pergunta.. a aparência das comidas são diferentes em outros países, ao ponto de não reconhecer uma abobrinha ou um caqui?
Mas que bom q cheri te despertou isso.. precisa conhecer as maravilhas da comida. hehe. Eu como até cadeira! rs. E, feijoada voce gosta, se der venha a tempo pro dia 21. ;)

beijosss.
brunopetti

Cris disse...

kkkkk
O mais engraçado é q, além de não comer vc nem seguer sabia como eles eram hehehe

Minha frustração foi outra. Cheguei na europa crente q ia comer váaaaaaaaarias coisas diferente, q nada... Mundo globalizado kkkk Principalmente em Portugal, né?! Mas o sabor muda muito. Nada como as cerejas portuguesas! hummmmmmmmmm

bjs

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