domingo, 23 de janeiro de 2011

Ida ao templo budista

Uma das minhas resoluções deste ano é conseguir melhorar minha ansiedade, que esta chegando a niveis insuportaveis. Dai que, convenientemente, ao lado da minha casa tem um centro budista importante, no meio do Bois de Vincennes (sempre vejo os monges dando uma voltinha no parque). Uma vez passei por la e li que eles fazem meditação quase todos os dias às 9h30 da manhã e é gratuito e aberto ao publico. Hum, por que não? Como começo a trabalhar apenas 11h15, la fui eu.


O que dizer da experiência? Resumindo bem, diria apenas que sou uma cética intratavel. Não sei bem o que eu estava esperando, mas não entrei no espirito da coisa. Primeiro que não era so meditação, era sobretudo um grupo de orações e cantorias. Para mim, foi exatamente como assistir uma missa: fiquei muito entediada e não entendia nada do que era falado (tudo era cantado em outra lingua). Todos estavam muito engajados - enquanto eles procuravam seu eu interior, eu pensava "ei, talvez eu possa contar minha vinda ao templo tibetano no blog!". Enquanto eles almejavam o nirvana, eu pensava "que fome. imagina se meu estômago ronca nesse silêncio...". Enfim, um não-pertence total. Abandonei o papel participativo que me cabia e tomei aquele de observadora antropologica. Mais ou menos quando a parte evangélica da minha familia junta todo mundo pra fazer uma oração. A parte catolica adora o entusiasmo e reza mais do que na missa. E fica todo mundo de mãos dadas, de olhos cerrados com força, resmungando amém senhor, acreditando de verdade. E eu la, olhando pra todo mundo, admirando o espetaculo como expectadora, não como protagonista, tentando captar a energia.

Mas no pagode budista fiquei um pouco decepcionada. Não sei nada sobre o budismo, mas esperava que ele fosse um pouco mais centrado na razão, no poder da mente, sabe? Essa coisa de rezar, de falar com seres superiores, de fazer oferendas, não cola muito comigo. Eu não acredito em deus, oras. Mas por alguma razão esperava entrar la e me maravilhar de alguma forma. Pensar "isso é exatamente o que eu estava procurando! Agora sei o sentido da vida e serei uma pessoa mais equilibrada e serena". E então começaria a comer orgânicos e me tornaria vegetariana.

Pode parecer doidera, mas a unica época da minha vida que eu me senti fazendo realmente parte de uma religião foi a época que eu ia em raves. Eu me sentia tão livre no meio daquela natureza toda, com todas aquelas pessoas que eu amava, com aquele mantra que saia das caixas de som e aquela energia boa, que eu lembro de ter pensado sinceramente que aquele sim era o real sentido da vida e que nada mais importava. Como era um ritual de todo fim de semana, com as mesmas pessoas, eu considerava minha igreja.

Mas não sinto a menor falta da religião na minha vida. Ela simplesmente não me faz falta. Eu so queria algo pra me ajudar a canalizar minha energia, mas de forma racional. Não quero ofender a religião de ninguém, mas achei engraçado ver aqueles parisienses brancos e ricos sentados de pernas cruzadas tentando entoar um mantra tibetano que eles não conseguiam sequer pronunciar. Acho otimo que a globalização dê mais opções de crenças às pessoas. Mas essa "escolha" de religião vai contra a minha logica pessoal. Explico: de um ponto de vista antropologico, as pessoas são religiosas porque nasceram numa cultura religiosa. Se te ensinam que Jesus morreu na cruz para salvar a humanidade, você tem fortes chances de acreditar nisso durante toda sua vida. Eh um caminho perfeitamente justificavel. Mas o que leva alguém a adotar uma religião com a qual nunca teve nenhum contato e assim, do nada, passar a acreditar que aquela sim, é A Verdade. Por que alguém se identifica com uma religião cuja lingua não entende e cujo estilo de vida não combina com seu? Sera que não é so um tantinho ridiculo pagar não sei quantos mil euros para fazer um retiro espiritual nas montanhas do Tibet?

Acho que mudar drasticamente de religião é a mesma coisa que se tornar ateu: você renega tudo o que foi te ensinado e parte pra outra. Por que então a primeira opção é muito mais socialmente aceita do que a segunda?

Eu invejo em parte aquelas pessoas que acreditam em tudo. Tipo a minha avo que tem umas quinze religiões (na duvida é melhor se garantir). Deve ser muito emocionante acreditar no que diz a cartomante, ou muito reconfortante acreditar que você tem uma vida boa porque nas outras vidas você fez o bem (e consequentemente culpar as vitimas pela sua propria desgraça), ou ainda muito encorajador ouvir o santo dizer que se você colocar uma galinha no cruzamento você conseguira o emprego dos seus sonhos.

Eu simplesmente não consigo. A ansiedade vai bem, obrigada.

25 comentários:

disse...

Amanda, esse lance de oferenda, oração, etc, depende muito do tipo de budismo. Eu fui criada no catolicismo, mas na adolescencia descobri que nao acreditava em nada daquilo. Frequentei um centro espirita e nao gostei. Virei atéia. E entao comecei a ler sobre budismo, cuja filosofia de vida é muito interessante. Frequentei alguns lugares e gostei do tipo que se chama "Theravada", que é uma linha mais pé no chão, mais orientada à filosofia e a meditação e não tanto pelo lado religioso. Frequentei o grupo durante 1 ano e tenho que dizer que foi a época da minha vida em que estive mais calma, pois assim como vc, sou extremamente ansiosa. Foi uma época otima! Parei depois que vim pra França, por diversos motivos. Queria muito voltar a meditar, pq me faz um bem danado. Falta tempo e disciplina para reservar um tempo so' para mim. Dificil com um filho... Sinto muita falta.

Caso me esqueçam disse...

sabe o que eh uma pessoa ansiosa? é alguem que sonha com a faculdade e tem pesadelos com ela ESTANDO DE FERIAS. sim, eu. agora. meu deus. mas acho que religiao nenhuma resolveria isso. na boa. o que eu queria era fazer yoga. acho que isso me ajudaria a controlar esse negocio ruim que eu tenho dentro da minha cabecinha e que aparece a qualquer (e todo) momento.

Amanda disse...

Pois é Dé, eu não sei nada sobre o budismo, então essa foi so uma primeira impressão mesmo. Quem sabe vc não vem dar uma passada por aqui e a gente vai juntas? Eu queria algo assim mesmo, mais voltado pra meditação. Duas vezes por mês tem ioga la, mas os horarios são ingratos, geralmente sexta às 11h. Na minha semana de férias eu vou.

Luci, eu sei o que é isso! Pelo menos vc tem um bom motivo pra estar ansiosa. E eu que me preocupo com um monte de besteira?

Ana disse...

hahah! Eu me preocupo com a preocupacao do amanha! Jesus!
Super interessante a experiencia das haves.

Amanda, tem uns centros budistas que sao mais como vc quer:mais meditacao e filosofia da serenidade, menos blabla. Fui num assim la em Foz do Iguacu... Depois, ainda no Brasil, gostei do grupo seicho-no-ie, que vai na mesma linha. e ainda la em goiania, me encontri num grupo de meditacao e yoga que frequentei alguns anos.
Procura baixar algumas tecnicas de meditacao na internet, poe no ipod, vai pro parque ou num cantinho quietinho e quentinho do seu ape e comeca a praticar sozinha mesmo. No comeco a gente nao entra no clima nao, mas depois aprende a desligar a mente.
Bjo

Mel disse...

Diria que esta tua primeira impressão figuraria como "O diário de Malinowski". rsrs... Pelo menos me fez lembrar dele. Aquelas impressões antropológicas que você só conta mesmo em um diário, no sentido estrito do termo...
Assim como vc, Amanda, eu também sou muita cética, em relação a muita coisa... Acredito que a religião é uma criação, assim como criamos tradições, inventamos símbolos e significados... acredito em Deus, pelo menos até o momento em que percebo que minha razão ñ tem sido suficiente para me trazer equilíbrio. Não louvo ser racional demais, admiro as pessoas que conseguem caminhar entre esses dois lados - razão e religião - sem hierarquizá-los, sem negar a importancia de cada parte!
Gostei muito do post, como sempre, desde quando comecei a ler seu blog.
Bjos

Renata Inforzato disse...

Po, quando li o título e que era aqui no Bois, pensei: Opa, vou tb....

Mas aí fui me identificando com seus sentimentos, com seus pensamentos e vi que tb não é pra mim....

Tb sou muito ansiosa e aqui na França, tendo q me virar 100% sozinha, a ansiedade triplicou. Quero tudo pra ontem hehehehe

Quando morava em SP ainda, fui em uma aula experimental de yoga. Mas ai a instrutora falava assim:
"Imagina a plenitude, a perfeição divina entrando em vc. Imagina um rio puro e uma cachoeira, chuáááá"

Meu, não deu....Te juro que fiquei com vontade de rir e me senti ridícula Estava procurando algo mais racional tb e aquele braço da Yoga me pareceu mais religioso, mais sentimental, sei lá. Não era a minha cara....

Enfim, se vc achar algo mais racional, que nos faça mais equilibradas, me dá um toque...:)

Caminhante disse...

Eu tbm já tentei, porque tenho uma admiração muito grande pelos textos budistas. Mas me senti exatamente igual. Vai ver que depois de certa idade a gente se torna cético demais pra ser convertido.

Glória Maria Vieira disse...

Manda! Eu sou altamente ansiosa. Minhas unhas, muitas vezes, ficam só os cotocos. ASUHAUSHUAHSUAHSUAHAUHSU

Isso de acreditar em Deus, ou não é uma questão muito volúmel pra mim ainda. Tipo: às vezes acredito piamente, como agora-hoje, outras nem tanto... Sei lá, sabe?!:~

Borboletas nos Olhos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Borboletas nos Olhos disse...

Eu quero ser ansiosa...olha só o monte de mulher legal que é, poxa! e eu aqui toda largadona na vida. Amanda, tenho uma receita que é tiro e queda pra minimizar a ansiedade: caranguejo na Praia do Futuro aqui em Fortaleza. Fui criada assim e olha aí como eu sou...Não garanto efeito completo em quem vem de outras paragens, mas dá uma boa relaxada assim por uns meses...aí basta vc ficar vindo se "reciclar",rsrsr. Garanto que é mais barato que retiro no Tibet (e mais divertido tb - mas agora estou sendo irreverente e talvez ofensiva, please, não foi a intenção, ninguém se ofenda!).

Anônimo disse...

Olá Amanda!!!
Olha eu também ja "procurei" muito.
Mas hoje acredito totalmente em Deus e em Jesus.
Mas sou totalmente contra a Igreja Catolica.
Não frequento nenhuma igreja.
Tenho uma Biblia com a tradução de João Ferreira de Almeida que é diferente da tradução dos catolicos.Pesquiso sobre o Novo Testamento no site "on grace."
Também sou muito ansiosa para isso vou ao psiquiatra de 2 em 2 meses e ele me receita uns remedinhos ótimos.Não existe religião perfeita.
Viviane Santana

Beatriz disse...

ADOREI Amanda!
Me senti a própria, desconfiada ali no meio a olhar todo mundo super compenetrado em volta... Por isso mesmo decidi que leria um livro "As Montanhas de Buda": conta a odisseia de 2 monjas tibetanas que fogem do comunismo chinês. Comprei esta semana e já estou quase acabando! Jamais serei budista, mas já consigo controlar minha ansiedade, he he.
Beijinhos,
Bia
www.biaviagemambiental.blogspot.com

Mari Biddle disse...

Amandissima, como eu sou pratica, recomendo remedinhos para a ansiedade.

To lembrando aqui do Alex Castro falando sobre de como ele eh ateu e vai a templo budista. Ele medita etc e diz que budismo nao eh religiao e talz. Muito interessante a fala dele. Tu tem ele no seu Twitter? Enfim, eu entendo a sua fadiga ao ir ao templo. Eu nao consigo nem receber uma massagem e ando querendo quicar minha sogra (pessoa mais maravilhosa que ja conheci) com as suas milhares de pedras magicas e os zilhoes de apetrechos da filosofia budista. Acho que eh porque nao funciona comigo que to sempre pilhada e sou cetica. Queria muito deitar num lugar lindo com jardim japones e ter pedras lindas aplicadas sobre meu corpo etc. ou meditar lindamente igual a moça de Comer, Rezar, Amar.


Um beijo.

Juliana disse...

Amanda, eu sofro da famosa culpa crista e dos efeitos de ter sido criado como tal. Uma parte de mim, tem fé; outra parte tem uma descrença enorme nas religioes e seus dogmas e uma terceira parte sente necessidade de ter religião.
Fui criada como católica, depois fui espírita por dez anos.
A igreja católica me cansa um pouco. Acho missa um troço meio vazio. O espiritismo tem uma perspectiva menos dogmática,mas ainda assim não consigo tomar pra mim certos preceitos.

Minha cabeça dá um nó Às vezes.
Acho que vou segui o exemplo da sua vó, só pra garantir. heheheheheh

ó, pra ansiedade, acho que a solução é arranjar um jeito de botar o estresse pra fora. Eu já fiz tratamento pra ansiedade e, depois que recebi alta, passei, ao menor sinal de dramas desnecessários, a ir pra rua andar de bicicleta. Passo horas pedalando, se for preciso. hehehehe
bjo

José Fernando disse...

Vendo o noticiário sobre os desabamentos na região serrana do Rio, reparei que todos os que se salvaram, atribuem a sorte à ajuda divina: "foi Deus"; "Graças a Deus"; "Foi a mão de Deus", e outras variações. Mas quando falavam dos mais de 800 mortos (até agora) põem a culpa na chuva, nos desabamentos, nos governos. Interessante como as pessoas são boazinhas com seus deuses.

Amanda disse...

Ana, vou tentar baixar essas tecnicas de meditação, nem sabia que existia! Acho mesmo que funcionaria melhor se eu estiver sozinha, pq com muita gente me da vontade de rir! Hehehe!

Mel, acho que concordamos em muita coisa então! Tbm acho que inventamos simbolos, rituais, etc, o problema é que não consigo levar nada disso a sério. Detesto casamentos, igrejas, formaturas... Sou um caso perdido?

Renata, vc mora perto do Bois?? Ah, temos que tomar um café então (leia-se bière)! Te entendo perfeitamente sobre esse papo de plenitude, perfeição divina... Que drama, né? Não desce. To vendo que a unica forma desse Bois me ajudar na minha ansiedade, é correndo mesmo, pq aquele pagode não me adianta muito.

Caminhante, poxa se mesmo gostando dos textos budistas vc não gostou da pratica, vou desistir de vez! :) Vc viu, adotei o teu não-pertence, hehehe!

Amanda disse...

Glorinha, roer unha pelo menos ja me livrei!

Borboleta, se ansiedade ta na moda, que ser a mais brega das mulheres!!!! Gostei muita da sua receita e prometo que vou me esforçar ao maximo pra pratica-la. Mas qualquer praia serve ou tem que ser a do Futuro?

Viviane, não é que eu procure muito, sabe? Eh mais que eu tenho um probleminha e estou procurando soluções pra ele. Deus não me faz falta. Mas deve ser muito interessante ler a biblia! Vou procurar essa que vc falou. Valeu!

Beatriz, que bom saber que não sou a unica! E o livro, é bom?

Amanda disse...

Mari, não sou muito adepta de remédios, fico logo com medo de me viciar, hehehe! Não gosto de tomar nem pra dor de cabeça! Colica eu não tomo mesmo pq não adianta. Vou adicionar o Alex no meu Twitter, quem sabe ele me apresenta a um ramo mais interessante do budismo. Mas acho dificil, viu... :/

Juliana, culpa cristã é a pior coisa que existe! Se livra disso logo! Faz como a maior parte dos brasileiros e pega so as coisas boas das religiões, as ruins a gente finge que esqueceu, hehehe!

José Fernando, tbm acho, a gente pode colocar uma vaca na frente das pessoas, mas se elas não quiserem ver, não vão ver.

Beijos a todos!!

Eduardo Marques disse...

"Acho que mudar drasticamente de religião é a mesma coisa que se tornar ateu: você renega tudo o que foi te ensinado e parte pra outra. Por que então a primeira opção é muito mais socialmente aceita do que a segunda?"

A culpa é dos colecionadores de selos. Anfã, leia o texto do Alex Castro:

http://www.interney.net/blogs/lll/2011/01/19/se_ateismo_e_religiao_entao_nao_colecion/

Rita disse...

Aiiiiiiiii, finalmente posso entrar e comentar. Tava LOUCA para vir aqui, mas, né, trabalho, bla.

Eu faço hatha yoga há alguns anos e, olha, encontrei a luz, hahahahaha!! (não resisti, sorry) Na boa: NÃO entro nessa de meditar pensando no riozinho que corre. Mudei de horário uma vez porque o professor era um teacher preacher e ficava nessa lenga-lenga. Faço yoga porque as posturas são ma-ra-vi-lho-sas e nos ajudam a respirar melhor, a CONTROLAR A ANSIEDADE, a melhorar o equilíbrio, a concentração e, de quebra, alooooooooooooonga e fortalece a musculatura (algo que eu não sabia antes). Ou seja, o troço é completinho, na boa. Se a pessoa gosta dos lances de mantras e meditar e tal, tem também, mas é perfeitamente possível praticar yoga regularmente sem se mudar pra Índia no primeiro trem. Eu canto alguns mantras porque, dependendo do professor, fazem parte do encerramento da aula. Mas aí eu já estou tão relaxada que, desde que não cantem um sertanejo, tá tudo bem. O ganho para o corpo e para a mente é inegável. Na boa, recomendo com força. Mas o assunto era religião, né? Vixe, sei nada disso não.

Bj!
Rita

A. disse...

Vejo sempre esse blog e fico com vontade de comentar, mas percebo que os comentários sao sempre de amigos e conhecidos, daí fico um pouco intimidada. Mas hj nao me contive. Esse post tá muito muito bacana, e eu lembrei demais de mim, que tb fico totalmente inadequada nessas coisas de religiao. rsrs.

Adoro seu blog. Mesmo mesmo.


Abraço.


(acho q já comentei aqui uma vez. e te mandei um email conversando sobre quadrinhos. lembra? sou eu).

Amanda disse...

Eduardo, valeu pela indicação! O Alex tem aparecido bastante aqui nesse blog, heim?

Rita, ioga tbm esta nos meus planos. Eu ja fiz, mas pra variar, não gostei. Mas talvez tenha sido a professora... Vou tentar de novo, certeza!

A., se eu te contar que meus amigos reais não lêem meu blog, vc acredita? O unico que vem aqui regularmente é o Tulio. Não se intimide, todos aqui são amigos virtuais! Obrigada por participar dessa vez, espero que repita a dose! :)

Joyce disse...

Amanda, sou uma das milhões que se identificou com o seu não-pertence nesses lugares. Mas, provavelmente pela minha criação, não ouso me declarar atéia, por mais que eu não acredite em nenhuma religião. Não sei, será que é só isso que existe no mundo, o que a gente vê? Sei não, acho que o ser humano é limitado demais pra poder mostrar esse tracinho de prepotência... Ou então a gente é complica e é sugestionado demais...
ó vida.

Alana Bastos disse...

Bom se vc me permitir, eu queria dizer que religião nenhuma salva, leva pro céu abençoa, o que nos faz tudo isso é Deus, infelizmente somos separados dele pelo pecado, mas Ele entregou seu filho Jesus como "ponte". Não precisa fazer promessa, andar até Aparecida do Norte, colocar a galinha na estrada,nada disso, só crer, e aceitar Jesus... Se quiser dá um pulinho no http://vimparaadorarte.wordpress.com/

Beeeeeeeeijos

Tata disse...

Oi Amanda.

Nao sei se o que eu vou escrever ja foi dito, nem se quer se vc vai ler, afinal eh um post antigo. Mas sei la, fiquei com vontade de dar uma pequena opiniao sobre o assunto (nao se preocupe, nao vou te catequizar).

So queria dizer q tbm nao entendia como as pessoas simplesmente podiam mudar de religiao. Com certeza eh mto mais facil acreditar naquilo q aprendemos desde pequenos do q ja grande mudar de religiao. So queria dizer q acho q as pessoas acabam mudando de religiao convencidos pela logica das ideias sabe...Tipo, me tornei ateia por isso. Td fazia mto mais sentido, sabe, logicamente. Assim como hj estou comecando a receber ideias e logicas diferentes q me faz pensar e questionar, td na base da logica, afinal, diria q essa eh a palavra chave pra entender a sociedade contemporanea. Logica (ou ciencia ne, como quiser...)

Enfim, sei la se viajei, se fui util ou boba. So quis compartilhar.
Abraços,
Tata

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